Charge de Jaguar é utilizada em simulado do Enem e cartunista erra a resposta

Há alguns quando fiz cursinho, corria a história de que em algum lugar do país Oswaldo Montenegro foi fazer vestibular.

Chegando lá ao ler a prova de português/literatura um dos textos era uma letra dele (Oswaldo Montenegro), após analisar a pergunta que referia-se a uma interpretação de texto ele marcou a resposta que julgou verdadeira e para espanto dele e de vários errou…, nunca soube da veracidade do fato, mas ao ler o texto a seguir imagino que realmente aconteceu.

Boa leitura!

Em sua coluna no jornal carioca O Dia desta quarta-feira (26), o cartunista Jaguar questionou uma pergunta da prova simulada de História do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que pedia a análise de uma charge sua.

Publicada na extinta revista Pasquim logo após a vitória do Brasil na Copa de 1970, a charge tinha como objetivo, segundo Jaguar, "dar uma ducha de água fria no ufanismo geral", já que o treinador João Saldanha havia se negado a convocar o jogador Dario, por exigência do general Emílio Garrastazu Médici, e foi demitido.

Médici teria por prática indicar pessoalmente os jogadores que deveriam ser escalados para a seleção. Na época, Saldanha teria dito: "Quem escala a seleção sou eu, quando o presidente escalou o seu ministério ele não pediu a minha opinião".

O treinador Mário Zagalo "rápida e solertemente aceitou o convite, com Dadá e tudo (...) A Seleção ganhou e os milicos faturaram os louros (e os negros) da vitória", escreveu Jaguar.

Segundo o simulado do Enem, a charge - que mostra uma família faminta com seis filhos e o pai segurando uma placa escrita "Avante Seleção" - "elabora uma crítica mordaz ao ufanismo estabelecido no Brasil, pelas vias oficiais, em função da glória do futebol nacional".

Reprodução

Charge de Jaguar utilizada em simulado de "História" do Enem

Ao tentar resolver a questão, Jaguar respondeu a letra A, cuja resposta é "propõe uma sátira ao povo brasileiro por sua acomodação". No entanto, a resposta oficial do simulado era a B: "estabalece uma ironia com o 'milagre econômico' que o Brasil vivia à epoca". Para Jaguar, com exceção da última opção ("busca contradição entre texto e imagem ao demonstrar que 'o povo não sumiu'"), qualquer uma das respostas corresponderia à verdade.

"Fiquei pasmo, surpreso e perplexo (...) ainda não me decidi se comemoro ou lamento. Comemoro porque o humor está sendo levado a sério ou lamento pelo mesmo motivo", escreveu Jaguar no jornal.

Ao Portal IMPRENSA, o cartunista declarou que ficou "surpreso com esse negócio, nunca imaginei que uma charge minha fosse parar em um simulado do Enem. Achei curioso, porque das alternativas da pergunta, quatro poderiam ser respostas certas".

Segundo ele, "é uma coisa muito subjetiva, não só a questão que usou a minha charge como as outras. Se eu, que sou autor do desenho errei, imagina quem não é autor. É uma espécie de loteria, o estudante tem que acertar o que o organizador da prova pretende".

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Author: Orestes Alessandro

Eu acredito que nós somos aquilo que compartilhamos, aqui no Pense Vestibular uso minha experiência de 20 anos como professor de cursos pré-vestibular para facilitar a maneira de aprender a matemática.

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1 Comment

  1. Cara, finalmente alguém de gabarito comentou a respeito dessa subjetividade presente em questões desse tipo.É o cúmulo!

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